sexta-feira, 13 de março de 2026
Elvis Presley - Entrevista, 1957 - Parte 2
Elvis Presley: É uma estrela de safira. Uma garota me deu esse anel na Califórnia.
Imprensa: Elvis, você fuma maconha para ajudá-lo a entrar em transe, antes do show?
Elvis Presley: (Elvis dá uma risada debochada)
Imprensa: O que é mais difícil para você? Fazer filmes, TV ou colocar o pé na estrada para fazer shows?
Elvis Presley: Bem, viajar é a parte mais dura. É realmente difícil. Você está numa cidade, faz um show, sai de cena, entra no carro e vai para a próxima cidade e tudo se repete mais uma vez. É cansativo.
Imprensa: Após o show, como você gosta de relaxar?
Elvis Presley: Bem, vamos tomar por base o show que fiz na noite passada. Fizemos um show em Vancouver e não consegui dormir até por volta das dez horas de hoje. Você simplesmente fica ligado demais para poder conseguir dormir. Tudo estava acertado para que eu chegasse hoje em Los Angeles, mas tudo ficou atrasado por causa desse show da noite anterior.
Imprensa: O que você faz antes de um show para diminuir a carga de excitação e tensão?
Elvis Presley: Eu apenas ando de um lugar a outro, bem devagar...
Imprensa: Queria dar-lhe uma oportunidade para defender-se de uma série de boatos a seu respeito que têm sido publicados. Seu estilo de dançar enquanto canta tem sido selvagemente criticado, mesmo por críticos costumeiramente gentis. Você tem algo a dizer contra eles?
Elvis Presley: Não, não mesmo. É apenas seu trabalho e eles o fazem.
Imprensa: Como você sente a reação dos jovens em relação a você, especialmente garotas? Elas sabem quem você é e daí por diante?
Elvis Presley: Bem, (risos) esta é uma pergunta um tanto quanto difícil...
Imprensa: Isto é realmente uma pergunta difícil, Elvis, porque todos sabem que a platéia fica louca por você. Existe algum tipo de relacionamento entre você e suas fãs?
Elvis Presley: Sim, convivo realmente bem com elas. Com todos os meus fãs. Na realidade, quando termino meu trabalho e vou para casa, eles me acompanham... trazem suas famílias, acampam ao redor de Graceland, principalmente nos finais de semana... e tiram fotos comigo.
Imprensa: Deve ser algo bem excitante.
Elvis Presley: É, sim, muito excitante e legal. É uma coisa saudável.
Imprensa: Você acha que o rock'n'roll e sua popularidade vão diminuir enquanto você estiver no exército?
Elvis Presley: É difícil dizer. Tudo que posso dizer é que espero que não...
Imprensa: Para você será um alívio se ver livre de caçadores de autógrafos e garotas histéricas?
Elvis Presley: Não. Quando você se acostuma a isso e ninguém chega para pedir autógrafos ou se ninguém o incomoda, você começa a se preocupar. Conforme eles começam a chegar, você sabe que eles ainda gostam de você, e isso o faz sentir-se bem.
Imprensa: Tivemos conhecimento de que você chegou às vias de fato com algumas pessoas. O que lemos nos jornais é verdade?
Elvis Presley: Sim senhor, eu imagino.
Imprensa: O que aconteceu? Você perdeu a paciência?
Elvis Presley: Foi somente um caso de bater ou apanhar, você sabe.
Imprensa: O que quem começado esses incidentes na maioria das vezes?
Elvis Presley: Alguém me bate ou tenta me bater. Quero dizer, posso aceitar tentativas de me ridicularizarem ou me caluniarem, inventam nomes e os dizem na minha cara e por aí vai. Contudo, alguns caras chegam e tentam me atingir. Naturalmente não posso ficar parado.
Imprensa: Qual é o seu esporte favorito Elvis?
Elvis Presley: Football (logicamente Elvis se refere ao futebol americano)
Imprensa: Você gosta de jogar Football?
Elvis Presley: Sim.
Imprensa: Onde foram tiradas aquelas fotos suas jogando football e que foram publicadas na revista de um fã clube?
Elvis Presley: Elas foram tiradas num campo perto de casa.
Imprensa: Fora dos limites de Memphis?
Elvis Presley: Sim.
Imprensa: E quanto a sua famosa coleção de Teddy Bears?
Elvis Presley: Ah! Isso tudo começou por causa de um boato. Foi publicado um artigo segundo o qual eu colecionava ursinhos de pelúcia e então me vi em um mar de ursinhos dados pelos fãs, teddys de todos os tipos. Na verdade, eu os guardo porque as pessoas me dão de presente, mas nunca cheguei nem mesmo perto de pensar em colecioná-los, em nenhum momento de minha vida.
Imprensa: Você gosta deles agora porque os tem ou apenas os guarda?
Elvis Presley: Eu os guardo. Tenho todos espalhados pelas paredes e cadeiras em toda a casa.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 10 de março de 2026
Elvis Presley - Entrevista, 1957 - Parte 1
Entrevista do jovem cantor Elvis Presley durante sua turnê no Canadá em 1957. Na ocasião ninguém sabia mas aquela seria sua primeira e última turnê de shows internacionais, fora dos Estados Unidos.
Imprensa: Você lê tudo o que se publica sobre você na imprensa?
Elvis Presley: Não, se eu puder evitar.
Imprensa: Você costuma arquivar reportagens?
Elvis Presley: Somente as boas.
Imprensa: Que tipo de adolescente foi você? Você considera que foi bem comportado?
Elvis Presley: Sim. Fui criado num lar muito decente e tudo o mais. Meus pais sempre me ensinaram a comportar-me, quer eu quisesse ou não.
Imprensa: O que você faz com quatro cadillacs?
Elvis Presley: Não sei. Nunca tive uso para os quatro.
Imprensa: Você deu um deles a sua mãe, não é verdade?
Elvis Presley: Tudo o que é meu é deles. Planejo ter sete, quero dizer, desejo ter sete... Estive pensando num lote de carros usados Presley.
Imprensa: Sabemos que você comprou uma casa para seus pais e, embora seu pai tenha apenas 39 anos, você insistiu para que ele se aposentasse. Isto é verdade?
Elvis Presley: Sim, ele pode ajudar mais em casa, porque pode tomar conta dos meus negócios e olhar tudo, enquanto eu não estiver por perto.
Imprensa: Você causa uma histeria em seu jovem público. Quando você dança se movimenta de uma forma diferente, não é uma reação involuntária à reação da platéia?
Elvis Presley: Involuntária? Estou sempre ciente daquilo que faço, mas é apenas como me sinto.
Imprensa: Estávamos comparando a reação de seu público com, por exemplo, um jogador de futebol que atua melhor como resposta ao incentivo da torcida.
Elvis Presley: Está Certo. Acho que todo artista melhora seu desempenho quando percebe que está agradando.
Imprensa: Falando sobre canções religiosas, se você lançar um LP ou single, que música incluirá ? Você já pensou sobre isso ? Já conhece algum gospel?
Elvis Presley: Conheço praticamente cada canção religiosa já escrita.
Imprensa: O que você acha de Pat Boone ?
Elvis Presley: Acho que é, sem dúvida, a melhor voz do momento, especialmente em músicas românticas. Não estou dizendo isso só por dizer, mas realmente penso assim. Boone gravava antes de mim e compro seus discos desde então.
Imprensa: Que chances você acha que uma cantora teria de conseguir figurar entre as dez mais das paradas de sucesso ?
Elvis Presley: Você está se referindo a alguma cantora em especial ?
Imprensa: Não, de cantoras em geral.
Elvis Presley: Não sei. Ainda não vi nenhuma. Acredito que isso vai depender de tipo de músicas que elas cantem. Aquilo que você grava pode levantá-lo ou derrubá-lo. Se você canta uma boa música, ela vai vender, se apresentar um material ruim, não.
Imprensa: Qual é a sua cantora favorita no momento ?
Elvis Presley: Patti Page e Kay Star.
Imprensa: Qual é a sua canção favorita dentre todas que já gravou ?
Elvis Presley: Don't Be Cruel.
Imprensa: Andaram dizendo que as únicas extravagâncias são seus carros. Isto é verdade ?
Elvis Presley: Sim, é verdade. Nunca pensei quanto extravagante isso é, porque tenho muitos carros, quero dizer, ninguém os dirige. Eles ficam parados lá até os pneus murcharem. Na verdade eu não preciso de quatro. Foi só uma loucura.
Imprensa: E quanto às suas camisas ?
Elvis Presley: Vou dizer-lhe o que fiz outro dia. Tenho um pequeno carro alemão, um Messerschmidt, e havia um cara que durante o ano passado quis muito esse carro. Ele tem uma loja de roupas, uma das melhores de Memphis. Hoje fui lá e disse-lhe: "Você tem desejado muito esse carro, não é? Pois vou oferecer-lhe um negócio. Deixe me pegar todas as roupas que quero" Assim fiquei por lá por cerca de duas horas e meia e esvaziei a loja em troca do carro.
Imprensa: Alguma coisa mais que queira nos dizer?
Elvis Presley: Bem, gostaria de dizer que agradeço toda a ajuda que vocês têm me dado e quero dizer o quanto adoro essas pessoas maravilhosas que têm escrito sobre mim, comprando meus discos, assistindo meus shows. Afinal, o que importa é o público. Ele o levanta ou o derruba. Quero entreter as pessoas. Por toda a vida - até meus últimos suspiros. Mais do que tudo, quero ser bom ator. Do tipo destes que estão por aí há tanto tempo. Mas, não quero parar de cantar nunca. Quando a música começa, eu tenho que me movimentar.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Uma Carta do Elvis
Não posso conceber essa idéia. Muitos jornais dizem que o Rock é um grande fator de influência no aumento da delinqüência juvenil, mas não vejo como a música possa ter algo a ver com isso. Quero dizer, como o Rock'n'Roll pode fazer alguém se rebelar contra os pais? Tenho sido o culpado por tudo o que acontece de errado neste país, de que tenho dado idéias aos jovens, seja lá o que for que queiram dizer com isso. Dizem que sou vulgar. Não faria nada de vulgar na frente de quem quer que seja, principalmente de adolescentes e crianças. Meus amigos não falam de mim assim.
Não faço nada de mais em meu trabalho. Apenas me movimento de acordo com o ritmo, de acordo com o tempo da música. Se ouço um boa música eu tenho de me movimentar. Se algum dia eu ficar parado em um palco, será porque estou morto. Sinatra atacou a música jovem há alguns dias atrás. Disse que "os entusiastas do Rock'n'Roll são simplesmente um bando de valentões cretinos e o rock era a música marcial de todo delinqüente com costeletas na face da terra". Ele tem o direito de pensar o que quer, mas não posso permitir-lhe que vá ofendendo Deus e todo o mundo, sem razão plausível. Eu não malharia Frank Sinatra. Gosto muito dele. Se bem me lembro, também ele fazia parte de uma certa tendência que se parecia exatamente com o Rock'n'Roll. Acho que o Rock'n'Roll é uma música fantástica. Não consigo entender isso.
Para mim, delinqüência juvenil significa roubar, apunhalar e assim por diante. Não fiz nada para que me acusassem disso e jamais incentivarei um estilo de vida como esse para que os outros o seguissem. Sempre procuro levar uma vida pessoal digna que lhes dê um bom exemplo. Sempre penso nisso. É difícil explicar o Rock'n'Roll, a energia dessa música. Não é o que se chama de música folk. É a batida que leva você, você a sente. Esse sentimento vem desde os meus primeiros shows e espero nunca perdê-lo. Quando você se apresenta tem que mostrar algo para o público. As pessoas podem comprar seus discos e ouvi-los cantar e não têm que sair de casa para isso.
Você tem que fazer um show que movimente a platéia. Se eu simplesmente subisse no palco e cantasse sem mover-me, as pessoas diriam: - "posso ficar em casa e ouvir seus discos" Você tem que lhes dar um show, algo que possam comentar: - "Uau, Demais!" Tive realmente muita sorte, muita sorte mesmo. Acontece que apareci numa época em que a música e o seu ramo de negócios estavam sem rumo ou tendência. Tive muita sorte. As pessoas procuravam por algo diferente e eu tive sorte de chegar na hora certa. Hoje a música já tem um rumo certo e ele se chama "Rock'n'Roll".
Elvis A. Presley.
terça-feira, 3 de março de 2026
Elvis Presley - All Shook Up / That's When Your Heartaches Begin
A música escrita por Otis Blackwell caía como uma luva para o gosto dos jovens da época. Tinha um excelente ritmo, com muito swing, e uma letra que certamente criaria uma identificação imediata com a juventude. Era praticamente uma gíria que logo cairia na boca dos fãs de Elvis. Embora o cantor fosse creditado depois como um dos autores da música, a verdade é que novamente pouco participou da criação da canção. Apenas deu uma ideia para o que seria um bom refrão, daqueles bem pegajosos, que grudam na cabeça do ouvinte. Sugeriu a expressão “All Shook Up” se referindo obviamente a um estado de excitação, movimento, inquietação. O próprio cantor inclusive explicou depois em uma entrevista que só havia dado ideia para uma única música em toda sua vida e era justamente essa, “All Shook Up”. Ele havia tido um sonho estranho, onde não parava quieto e quando acordou imaginou que poderia sair uma música dali. Alguns historiadores porém acham que embora não estivesse mentindo a música já existia desde 1956 e tinha apenas sido retocada por Blackwell para que Elvis a gravasse depois.
Um fato curioso é que "All Shook Up" iria mudar com os anos. A versão original do compacto tem uma melodia com levada de jazz e swing, mas quando Elvis a levou para os palcos a partir de 1969 ela ganharia muito mais velocidade, se transformando em um rock vibrante, com pouca identidade com a gravação original. O lado B do single veio com a baladona “That's When Your Heartaches Begin”. A canção foi incluída praticamente como “tapa buraco” pois a RCA não tinha a menor intenção de trabalhar em cima dela. Era uma velha balada romântica, sem muito potencial comercial, que só foi gravada por Elvis porque ele a tentava gravar adequadamente desde os tempos da Sun. Como lado B de All Shook Up já estava bem posicionada. All Shook Up virou um tremendo sucesso em seu lançamento e seria o primeiro de quatro singles campeões nas paradas que Elvis iria emplacar de forma consecutiva. De fato esse foi um de seus períodos mais bem sucedidos em termos comerciais. Seus singles eram dados como certos no topo das paradas e tinham pré vendas de mais de um milhão de exemplares. Algo inédito para a RCA. All Shook Up chegou ao primeiro lugar na Billboard Top 100 em abril de 1957 tirando a canção “Round and Round” de Perry Como da primeira posição. No saldo final deu a Elvis Presley mais dois discos de platina. Um êxito comercial absoluto. Nada mal para o que era apenas um sonho agitado de fim de noite.
Pablo Aluísio.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Elvis Presley - Elvis e Yvonne Lime
Logo ambos estavam em um namorinho do tipo “chove não molha”. Ela vinha e ia de acordo com a vontade de Elvis. Yvonne por sua vez não deixou de reparar algumas coisas curiosas no modo de ser do namorado. Ao contrário de todo jovem americano que assim que entra na maioridade fica louco para ir embora morar sozinho, Elvis não tinha qualquer plano nesse sentido. Ele adorava seus pais e não tinha a menor intenção de ir morar longe de sua mãe Gladys. Outro detalhe que chamou atenção em Yvonne era o gosto musical do namorado. Na época em que Elvis era considerado o roqueiro número 1 do mundo ele simplesmente não ouvia nada do gênero em casa. Na coleção de LPs de vinil do Rei do Rock simplesmente não havia discos de rock. Ao invés disso Elvis passava horas ouvindo música gospel em sua recente vitrola (ou victrola), dada de presente por sua gravadora, a RCA Victor. Quando dava um tempo nas músicas religiosas Elvis sintonizava a estação country de Memphis.
O cantor também tinha criado fascinação por motos e cinema. De fato seu programa preferido nas horas de lazer era assistir algum filme no cinema local durante as madrugadas – Elvis invariavelmente tinha que pagar do próprio bolso o projetista pois poucos topavam passar a noite trabalhando para um único espectador. A grande quantidade de caras ao redor de Elvis também deixou a atriz surpresa. Onde quer que ia Elvis se via acompanhado por seis, dez, algumas vezes até doze amigos a tiracolo. Nessas ocasiões tudo era pago pelo cantor – da entrada do cinema ao refrigerante consumido por seus amigos. Se Elvis ria, todo mundo ria, se ele ficava sério, todo mundo ficava em silêncio. Se pedisse um refrigerante os caras se atropelavam entre si para ver quem pegava a garrafa primeiro. Yvonne logo percebeu que a maioria deles eram simples puxa-sacos. Era o começo daquilo que anos depois ele iria chamar de Máfia de Memphis.
O breve romance de Yvonne e Elvis terminou de forma abrupta depois que ela de volta a Hollywood confessou a uma revista de fofocas que estava namorando ele. Elvis sentiu-se traído e em sua concepção Yvonne havia ultrapassado uma linha que ele não admitia ser transposta – aquela que revelava algum aspecto de sua vida pessoal para a grande imprensa. Quando Elvis “descurtia” alguém não tinha mais volta e assim Yvonne deixou de fazer parte de seu círculo íntimo. Foi descartada.
Yvonne só veria Elvis pessoalmente novamente na década de 70. Em 1975 ela e o seu segundo marido foram a Las Vegas assistir a uma apresentação do cantor. Depois usando de sua influência como atriz de cinema conseguiu encontrar Elvis nos bastidores. Ela não gostou nada do que viu. Elvis estava muito acima do peso e parecia meio desnorteado, sem saber direito quem ela era. Só depois de apresentados é que ele finalmente se lembrou: “Ah, é você! Como tem passado querida?”. Cordial e educado Elvis procurou ser, como sempre, um exemplo da velha educação sulista. Perguntou como estavam as coisas e depois se desculpando disse que teria que ir embora pois tinha “compromissos demais para uma só pessoa”. Essa seria a última vez que Yvonne veria Elvis Presley pessoalmente. Em 1977 ela soube da morte de Elvis pois na TV não se falava de outra coisa. Ficou obviamente chocada mas não muito surpresa pois o estado de saúde de Elvis era sempre comentado no meio artístico de Los Angeles. Muitos anos depois ainda tencionou visitar Graceland que agora tinha visitação pública aberta mas desistiu de última hora. Para quem teve o privilégio de ser uma pessoa tão próxima dele em vida não havia muito sentido em visitar agora a velha e solitária mansão.
Pablo Aluísio.
Elvis e sua Roupa Dourada
Pablo Aluísio.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Elvis Presley - Peace In The Valley - Letras
I Believe (Erwin Drake - Irvin Graham - Jimmy Shirl - Al Stillman) - I believe for every drop of rain that falls / A flower grows / I believe that somewhere in the darkest night / A candle glows / I believe for everyone who goes astray, someone will come / To show the way / I believe, I believe / I believe above a storm the smallest prayer / Can still be heard / I believe that someone in the great somewhere / Hears every word / Everytime I hear a new born baby cry, / Or touch a leaf or see the sky / Then I know why, I believe / Everytime I hear a new born baby cry, / Or touch a leaf or see the sky / Then I know why, I believe / (Gentleman Jim Co, ASCAP) 2:05 - Data de gravação: 12 de janeiro de 1957 - Local: Radio Recorders, Hollywood.
Take My Hand Precious Lord (Thomas A. Dorsey) - Precious Lord, take my hand / Lead me on, let me stand / I'm tired, I’m weak, I’m lone / Through the storm, through the night / Lead me on to the light / Take my hand precious Lord, lead me home / When my way grows drear precious Lord linger near / When my light is almost gone / Hear my cry, hear my call / Hold my hand lest I fall / Take my hand precious Lord, lead me home / When the darkness appears and the night draws near / And the day is past and gone / At the river I stand / Guide my feet, hold my hand / Take my hand precious Lord, lead me home / Precious Lord, take my hand / Lead me on, let me stand / I'm tired, I’m weak, I’m lone / Through the storm, through the night / Lead me on to the light / Take my hand precious Lord, lead me home / (Warner Tamerlane Corp, BMI) 3:16 - Data de gravação: 13 de janeiro de 1957 - Local: Radio Recorders, Hollywood.
It Is No Secret (What God Can Do) (Stuart Hamblin) - The chimes of time ring out the news, / Another day is through. / Someone slipped and fell. / Was that someone you? / You may have longed for added strength, / Your courage to renew. / Do not be disheartened, / For I have news for you. / It is no secret what God can do. / What He's done for others, He'll do for you. / With arms wide open, He'll pardon you. / It is no secret what God can do. / There is no night for in His light / You never walk alone. / Always feel at home, / Wherever you may go. / There is no power can conquer you / While God is on your side. / Take Him at His promise, / Don't run away and hide / It is no secret what God can do. / What He's done for others, He'll do for you. / With arms wide open, He'll pardon you. / It is no secret what God can do / (MCA Corp, BMI) 3:53 - Data de gravação: 19 de janeiro de 1957 - Local: Radio Recorders, Hollywood.
Peace In The Valley (1957) - Elvis Presley (voz e violão) / Scotty Moore (guitarra) / Bill Black (baixo) / D.J.Fontana (bateria) / Gordon Stoker (piano) / Dudley Brooks (piano) / Hoyt Hawkins (órgão) / Jordanaires (acompanhamento vocal) / Produzido por Steve Sholes / Arranjado por Elvis Presley e Steve Sholes / Gravado nos estúdios Radio Recorders - Hollywood / Data de Gravação: 12 a 13 de janeiro de 1957 e 19 de janeiro de 1957 / Data de Lançamento: abril de 1957 / Melhor posição nas charts: #39 (EUA) # - (UK).
Pablo Aluísio.






