quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Elvis Presley - King Creole - The End

Elvis Presley - King Creole - The End
Finalizando os textos sobre o filme Balada Sangrenta vamos tecer alguns comentários sobre os resultados comerciais desse momento da carreira de Elvis. Pois bem, o filme e sua trilha sonora fizeram bastante sucesso comercial. O disco logo recebeu o disco de ouro. A RCA Victor fez um belo serviço de marketing nas lojas de discos da época, com posters e material promocional. Como Elvis, naquele momento, era o cantor mais popular dos Estados Unidos, não foi tão complicado assim fazer essa divulgação. Os vários fãs clubes de Elvis por todo o mundo também ajudaram muito nessa promoção. 

Curiosamente a trilha sonora tinha uma sonoridade que procurava soar como o jazz de New Orleans e esse tipo de gênero musical já não era o mais popular naquela época. Fazer as músicas se tornarem hits das rádios jã não foi tão fácil. Ainda assim Trouble e até mesmo a música título King Creole se destacaram nas emissoras da época. A música do single Hard Headed Woman também tocou, mas teve vida curta. De maneira em geral não agradou tanto, apesar dos esforços da gravadora. 

O filme foi igualmente bem sucedido. Quando chegou nos cinemas o diretor Michael Curtiz enviou um telegrama para Elvis felicitando por seu trabalho. Curtiz havia ficado muito preocupado durante as filmagens pois afinal Elvis não era um ator profissional. Assim o cineasta teve que trabalhar bem de perto ao lado de Elvis nas cenas. Afinal ele estava assinando aquela obra cinematográfica e as coisas tinham que ser bem feitas. No final, para seu alívio, tudo deu certo. 

Elvis, por sua vez, nem teve tempo de celebrar o sucesso duplo de King Creole porque ele estava atarefado com os preparativos do serviço militar. Seus dias de James Dean estavam acabados e agora ele seria um recruta como outro qualquer do exército americano. De astro de cinema para recruta Zero. Sem dúvida não foi fácil para Elvis fazer essa complicada transição em sua vida pessoal e profissional.

Pablo Aluísio. 

3 comentários:

  1. A vertente jazz da trulha sonora desse filme iniciaria uma tendência que em poucos anos teria continuidade no Blue Hawai com seu som havaiano, e no filme Seresteiro de Acapulco com sua pegada mexicana. Muitos puristas critocaraam esse vertente que usava o rei do rock pra cantar estilos completamente opostos. Isso pra nao falar dos discos gospel. Uma coisa é certa, o Elvis nunca teve o menor apego ao rock and roll, tanto que na decada de '70 !os rocks foram reduzidos a pout-pourris em seus showa.

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  2. Esse foi o problema central das trilhas sonoras que tiraram Elvis das paradas de sucesso e dos rádios. Músicas de filmes nem sempre funcionavam bem fora do contexto dos próprios filmes. Assim Elvis foi perdendo espaço com o tempo. Os Beatles, obviamente, ficaram praticamente sem concorrência nas primeiras posições.

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